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Braide minimiza protesto no Mercado Central e critica feirantes

O prefeito Eduardo Braide classificou como isolada a manifestação realizada por feirantes no entorno do Mercado Central, nesta quarta-feira, 11. Segundo o gestor, o ato — que incluiu a queima de pneus na Avenida Guaxenduba — foi provocado por um “grupo pequeno”, enquanto a maioria dos mais de 350 trabalhadores já teria aceitado a transferência para o mercado provisório, estrutura montada para garantir as vendas durante a reforma do prédio histórico.

Braide destacou que a gestão municipal ofereceu suporte logístico para a mudança e realizou as adaptações solicitadas pelos feirantes no novo espaço. Para o prefeito, a resistência de uma minoria não reflete o sentimento da categoria, reiterando que o mercado provisório é uma medida essencial para viabilizar a recuperação de um patrimônio que há décadas necessitava de melhorias estruturais.

Ao comentar o conflito, o prefeito fez um desabafo sobre as dificuldades da gestão pública diante de oposições a projetos de revitalização.

“Durante muitos anos sempre pediram para reformar o Mercado Central de São Luís. Nós tivemos a coragem de enfrentar esse desafio, mas para isso nós precisávamos pensar nos feirantes. Com isso, nós construímos um outro mercado, o Mercado da Cidade, só para os feirantes ficarem temporariamente, enquanto construirmos o novo Mercado Central. O Mercado da Cidade ficou tão bom que alguns chegaram a dizer que nem queriam mais saber do Mercado Central. Mesmo assim, é importante dizer que são mais de 350 feirantes e que a grande maioria já está no Mercado da Cidade, mas um grupo pequeno, que não sei dizer o motivo da manifestação, não quer sair do local que será reformado. Confesso, diante de toda a luta que tivemos, já estamos dialogando há um ano e meio, atendendo todas as solicitações, mas mesmo assim existem pessoas que se sentem insatisfeitas e que acham que podem prejudicar a vida do outro, com o fechamento de uma avenida. As vezes é difícil ser prefeito, porque quando estamos fazendo o bem, tem gente que não quer o bem”, lamentou, reforçando que as obras seguirão o cronograma previsto apesar das manifestações.

Fonte : Gilberto Leda

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